Na semana passada, grande parte do leitores – estou incluso nesta parcela – ficaram surpresos que Paulo Leminski figurava em primeiro lugar na lista dos mais vendidos com o livro Toda Poesia, ultrapassando a popular trilogia Cinquenta Tons de Cinza.
Sem mencionar a excelente qualidade da literatura brasileira, o sucesso deve-se também a editora Companhia das Letras que trabalhou com a publicação vendendo-a sem nenhum preconceito.
Qualquer leitor reconhece que o mercado editorial brasileiro ainda se dedica mais às narrativas estrangeiras do que ao lançamento de novos escritores do país. Adquirir os direitos de publicação de um livro vindo do exterior é selecionar uma lista mundial de narrativas que já carregam diversas recepções da crítica e público. O material dá maior segurança e margem de lucro.
Muitas editoras ainda lançam obras brasileiras sempre carregadas de um diferencial que é facilmente percebido pela falta de divulgação, como se nosso material não conseguisse alcançar um público vasto ou fossem velhos conhecidos dos leitores e que não precisam de apresentação.
O que a Companhia fez foi dar o mesmo tratamento de seus outros lançamentos, sem diminui-lo por ser produto nacional, confiando não só na potência do texto mas na escolha dos leitores. Quebrando a barreira de uma leitura só para iniciados, demonstrando que a poesia pode ser livre e lida por todos. O resultado é um primeiro lugar nos mais vendidos que aproxima outros leitores que ainda desconhecem a obra de Leminski.
E dentro desse competitivo mercado editorial, ainda há editoras grandes que mal se preocupam em divulgar seus produtos e de manter ativo a comunicação com seus leitores.
E dentro desse competitivo mercado editorial, ainda há editoras grandes que mal se preocupam em divulgar seus produtos e de manter ativo a comunicação com seus leitores.

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